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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

UEPA promove curso para resgatar identidade cultural do índio brasileiro

A Universidade Estadual do Pará está realizando o curso de Licenciatura Intercultural Indígena. O curso pretende resolver um problema histórico que é a aculturação indígena, o processo de educação atual privilegia a cultura branca em detrimento da dos índios, o que culmina com a perda da identidade cultural desses povos.

Polpa do Cupú  sendo retirada ao estilo indígena - Fotos: César Peres

domingo, 2 de dezembro de 2012

O QUE É UM TRACAJÁ ????

Curiosidades da Vida Animal - Fauna Brasileira
Nesta seção, um pouco da vida selvagem e seus aspectos mais curiosos. Nenhuma espécie mostrada aqui deve ou pode ser criada como um animal de estimação.



TRACAJÁ
1. FICHA DO BICHO:
Nomes vulgares: Tracajá e tracaxá (Brasil); taricaya e charapa (Colômbia e Peru); arrau, tortuga, tortuga Del Orinoco e zamurita (Colômbia e Venezuela); yellow-spotted Amazon river turtle, Amazon river turtle e terecay (EUA).

Nome científico: Podocnemis unifilis Troschel, 1848.

Origem do Nome:Origina-se do termo "tarakaiá", da língua tupi-guarani, onde é utilizado como nome comum a várias espécies da Ordem dos quelônios, dentre as quais a P. unifilis.

Classe: Reptilia (Répteis)
Ordem: Chelonia (Quelônios)
Família: Pelomedusidae
Gênero: Podocnemis sp.
Espécie: Podocnemis unifilis. Existem outras espécies, que pouco diferenciam-se entre si, como a P. expansa (Tartaruga-da-Amazônia),P. lewyana, P. sextuberculata, P. vogli e P. erythrocephala.


2. COMO É O BICHO?


A tracajá, é um quelônio aquático dulcícola (vive em água doce) de coloração negro-azulada, mas que apresenta manchas amarelas, distribuídas por sua cabeça, sendo estas agrupadas na região anterior e mediana da mesma. Seu casco possui uma grande saliência dorsal. O dimorfismo sexual entre macho e fêmea fica quase que restrito, as manchas amarelas, que estão presentes nos machos adultos e ausentes nas fêmeas, que os perdem conforme se desenvolvem.


Uma característica utilizada para diferenciação de quelônios, relaciona-se à retração da cabeça, como por exemplo, esta espécie, que a retrai lateralmente no escudo (casco).
Casco Grande

Mede de 45 a 50 centímetros de comprimento, medida que se inicia da cabeça ao fim do casco, que mede 35 centímetros. Seu peso varia entre os sexos, pois as fêmeas são maiores, e pesam de 6,5 a 8,0 Kg. Já os machos, de 2,5 a 2,8 Kg. A expectativa de vida do tracajá varia de 50 a 90 anos.

As fêmeas depositam em um ninho cavado na areia, de 7 a 35 avos, número que irá depender muito do tamanho destas. Os ovos são ovais, brancos e com uma casca extremamente rígida. Ficaram armazenados para serem chocados pelo calor do sol, por um período de 60 a 70 dias, com média de 87 dias. Os filhotes já nascem com as manchas amarelas características, com o casco esbranquiçado e as patas, cauda e cabeça escuras.



3. O QUE O BICHO FAZ?
É um animal que raramente sai da água, comparado a outras espécies, e que apresenta maior atividade diurna, período no qual percorrem os rios, à procura de folhagens flutuantes e submersas, invertebrados, frutos caídos na água, e peixes, que são consumidos ocasionalmente. Possuem vida solitária e sedentária.



Embora seja pecilotérmico (temperatura variando conforme o ambiente), tolera longas flutuações de temperatura. Como outros quelônios aquáticos, este também aprecia, os banhos de sol, que são tomados em troncos, pedras e ocasionalmente ao longo das margens. É muito comum observar uma "fila" de tracajás se "banhando" nestas superfícies.

Fila para banho de sol

Não há estações definidas para cópula, pois variam com a localidade e eventuais alterações ambientais. A corte se inicia, com o macho "beliscando" os pés e cauda da fêmea. Em seguida, este, nada por cima dela, ondula sua cauda (mais longa que a da fêmea) em torno da borda de seu escudo, onde um órgão copulatório emerge da cloaca e se introduz na cloaca da companheira, eliminando o sêmen. Quando chega o momento da desova, a fêmea percorre grandes distâncias, até chegar em um banco de areia localizado, na margem de um rio ou de uma ilha.

Como já foi dito, o tracajá procura praias e margens arenosas para desovar, porém também pode ocorrer de optar pelo solo argiloso, bancos íngremes de rios e até mesmo áreas cobertas por folhas. O ninho possui aproximadamente 26 centímetros de profundidade. Os ovos e filhotes podem ser predados por répteis (teiús), formigas, pássaros e mamíferos, como o homem. Após a eclosão, os filhotes já logo procuram a água em busca de alimento. E é exatamente neste momento que ficam a mercê de alguns predadores acima citados. Portanto as chances de um filhote nascer e chegar a fase adulta, não passa de 10%.

4. ONDE O BICHO VIVE?

Podemos encontrar a tracajá em muitas bacias hidrográficas do Norte da América do Sul, como por exemplo, o Orinoco (Venezuela) e Amazonas. É originária deste continente, habitando as margens de rios, lagos, lagoas e florestas inundadas da Venezuela, Guianas e todo o Norte do Brasil.

5. CURIOSIDADES DO BICHO:

Ajudantes alados
Um fato curioso é a observação de borboletas, que pousam sobre seus olhos e narinas, com o intuito de sugarem as secreções produzidas nestas regiões, obtendo desta forma sais minerais necessários a sua sobrevivência, impedindo que este material se acumule, prejudicando o réptil.


Outra peculiaridade interessante, e que também pode ser vista em outros répteis, é a definição do sexo de acordo com a temperatura presente no interior do ninho, durante a incubação. Se esta for de 33°C, provavelmente teremos filhotes fêmeas, porém se esta for inferior a 32°C, teremos filhotes machos.

É uma espécie ameaçada de extinção, e que embora tenha seus predadores naturais (quando adulto), como por exemplo, a onça-pintada e o jacaré, possui também como inimigo mais destrutivo, o homem. Perante a portaria do IBAMA (www.ibama.org.br) nº 142, de 30 de Dezembro de 1992, o tracajá, pode ser criado em cativeiros credenciados pelo órgão, para exploração racional do couro, carne e casco e ainda ter regulamentada a comercialização dos produtos oriundos da espécie.

O tracajá está ameaçado pela exploração não controlada, realizada em grande parte, para obtenção da carne e de seus ovos, que são muito apreciados na culinária local.


Para ilustrar a realidade do tracajá, observe bem a figura acima, onde além de mostrar um adulto desovando em um banco de areia, percebe-se um cenário artificial como fundo da foto. A barragem representa energia e ao mesmo tempo, impacto seguido de desequilíbrio ambiental. Estas estruturas de geração energética constituem uma grande ameaça à biota do meio hídrico. Muitas transformações estão ocorrendo ao longo das bacias hidrográficas, como a modificação de relevo (assoreamentos, meandros alterados etc), devastação e retirada de matas ciliares e poluição das águas. Isto contribuiu para prejudicar a situação de muitas espécies que utilizam o rio, direta e indiretamente, como complemento para seu desenvolvimento.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

TARTARUGA DA AMAZÔNIA - PRIMEIROS PASSOS (ARRAU TURTLE - FIRST STEPS)


 
FILHOTE DE P.expansa COM PARTE DA CASCA ( MANEJADO PELA ONG MEPA)
A MAIOR DIFICULDADE DA TARTARUGA DA AMAZÔNIA APÓS SEU NASCIMENTO CERTAMENTE É CHEGAR AO COMPLEXO LIMNÉTICO (RIO, LEITO, LAGO) MAIS PRÓXIMO DE SEU NINHO, PARA QUE POSSA ENTÃO SEGUIR SEU CAMINHO FUGINDO DOS PREDADORES, ATÉ QUE ATINGA UM TAMANHO MAIOR E QUE LHE PROPORCIONE MAIOR PROTEÇÃO.

DE ACORDO COM ANOS DE OBSERVAÇÃO DA ONG MEPA, UM DOS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A PREDAÇÃO DOS FILHOTES, É A PERMANÊNCIA DE PARTE DA CASCA DOS OVOS PRESAS AO CORPO DOS  FILHOTES. ISSO OCORRE PELO FATO DOS ANIMAIS NÃO CONSEGUIREM SE LIVRAR DA “CASCA DO OVO”; VÁRIAS SÃO AS RAZÕES PARA QUE AS CASCAS FIQUEM PRESAS AOS QUELÔNIOS NEONATOS, ENTRE ELAS, PODEMOS DESTACAR: FRAGILIDADE DO FILHOTE, O QUE DIFICULTA A MAIOR FRAGMENTAÇÃO DO OVO; FÊMEAS COM DIETAS RICAS EM  CÁLCIO, FÓSFORO ENTRE OUTROS..(NORMALMENTE ADICIONADOS AOS RIOS POR AÇÃO ANTRÓPICA, COMO ESGOTOS, ÍNDUSTRIAS, ETC.) QUE TORNAM OS OVOS MAIS ESPESSOS E/OU “DUROS”, ENTRE OUTROS FATORES.

MAS QUAL A RELAÇÃO ENTRE A PERMANÊNCIA DA CASCA DOS OVOS E A MAIOR PREDAÇÃO DESTES FILHOTES???

A RESPOSTA NA VERDADE É MAIS SIMPLES DO QUE PARECE. OS OVOS TÊM UMA COLORAÇÃO BRANCA, OQUE FACILITA A REFLEXÃO LUMINOSA DO SOL, DA LUA, DA LUMINOSIDADE EM GERAL, COM ISSO SE TORNAM MAIS FACILMENTE EXPOSTOS AOS PREDADORES (QUE COMUMENTE TÊM HÁBITOS NORTUNOS, SEJAM ANIMAIS OU “CAÇADORES HUMANOS”), OUTRO FATOR, É QUE COM AS CASCAS PRESAS AO CORPO, OS ANIMAIS FICAM MAIS LENTOS.  

 
 FILHOTE DE P.expansa PARTE DA CASCA

ESSA É APENAS UMA DAS MUITAS DIFICULDADES QUE OS FILHOTES TÊM ATÉ CHEGAREM AOS RIOS. E É NESTE CONTEXTO QUE A ONG MEPA ATUA.

 O PROCESSO DE PRESERVAÇÃO DOS QUELÔNIOS É CONSTITUÍDO PELA FASE DE IDENTIFICAÇÃO E CATALOGAÇÃO DOS NINHOS; POSTERIORMENTE ESSES NINHOS (P. expansa) SÃO CERCADOS, PROTEGIDOS E MANTIDOS NA NATUREZA ATÉ QUE HAJA A ECLOSÃO DOS OVOS;
 
 
NINHO DA TARTARUGA DA AMAZÔNIA CERCADO E MANTIDO NA NATUREZA

APÓS ESTA FASE OS FILHOTES SÃO MANEJADOS PARA BERÇÁRIOS, FICANDO ASSIM LIVRES DE PREDADORES E COM UMA DIETA ALIMENTAR ESPECÍFICA, ATÉ QUE AMADUREÇAM AO PONTO DE SEREM LIBERTOS NA NATUREZA.

 
MODELO DO BERÇÁRIO ( QUE SERÁ COLOCADO NO RIO PARA ABRIGAR OS FILHOTES
 
 
ESSE PAPEL É FUNDAMENTAL PARA PRESERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DA ESPÉCIE NOS RIOS DA AMAZÔNIA.

 



terça-feira, 27 de novembro de 2012

TARTARUGAS ALBINAS - ALBINO TURTLES


                                        TARTARUGA ALBINA E TARTARUGA NORMAL NASCIDAS DO MESMO NINHO

A PARTIR DE UM NINHO DE Podocnemis expansa (TARTARUGA DA AMAZÔNIA), MANTIDOS NA NATUREZA PELA ONG MEPA NA PRAIA DO MACACO EM ITUPIRANGA-PA, NASCERAM DEZ TARTARUGAS ALBINAS, ERAM APROXIMADAMENTE 150 OVOS NO NINHO QUE FOI MANTIDO NA NATUREZA ATÉ QUE HOUVESSE A ECLOSÃO DOS MESMOS.
O ALBINISMO (DO TERMO EM LATIM ALBUS, "BRANCO"; TAMBÉM CHAMADO DE ACROMIA, ACROMASIA OU    ACROMATOSE) É UM DISTÚRBIO CONGÊNITO CARACTERIZADO PELA AUSÊNCIA COMPLETA OU PARCIAL DE PIGMENTO NA PELE, OLHOS, CARAPAÇAS, DEVIDO À AUSÊNCIA OU DEFEITO DE UMA ENZIMA ENVOLVIDA NA PRODUÇÃO DE MELANINA. O ALBINISMO RESULTA DE UMA HERANÇA DE ALELOS DE GENE RECESSIVO E É CONHECIDO POR AFETAR TODO O REINO ANIMAL. O TERMO MAIS COMUM USADO PARA UM ORGANISMO AFETADO POR ALBINISMO É "ALBINO".

OS ANIMAIS ALBINOS, VIA DE REGRA, NÃO SOBREVIVEM POR MUITO TEMPO EM SEU MEIO NATURAL EM VIRTUDE DE SUA DEBILIDADE ANTE OS RAIOS SOLARES E AINDA PORQUE SUA FALTA DE COLORAÇÃO OS DELATA FACILMENTE, QUER PARA SUAS PRESAS, QUER PARA SEUS PREDADORES.

                                                                 TARTARUGA ALBINA
DEVE-SE DIFERENCIAR, PORÉM, OS ANIMAIS ALBINOS DAQUELES QUE POSSUEM A COLORAÇÃO BRANCA (OU LEUCÍSTICOS). COMUMENTE SÃO VENDIDOS ANIMAIS COMO ALBINOS QUANDO NA REALIDADE TRATA-SE DE ANIMAIS DE PELAGEM BRANCA MAS QUE AINDA ASSIM POSSUEM MELANINA EM SEU ORGANISMO, COMO OCORRE  AOS URSOS DO ÁRTICO.


sábado, 24 de novembro de 2012

MATAMATÁ, NOSSO DINOSSAURO


 

MATAMATÁ JOVEM, ENCONTRADO PELO MEPA
 
MATA-MATA (OU MATAMATÁ) (Chelus Fimbriatus) É UMA ESPÉCIE DE CÁGADO DE ÁGUA DOCE PERTENCENTE À FAMÍLIA CHELIDAE. É A ÚNICA ESPÉCIE DO GÊNERO Chelus. ENCONTRADA PREDOMINANTEMENTE NAS ÁGUAS DOCES DA AMÉRICA DO SUL, É UM ANIMAL CARNÍVORO QUE SE ALIMENTA DE INVERTEBRADOS AQUÁTICOS E PEIXES.

A MATA-MATA TEM UMA APARÊNCIA BEM DIFERENTE DAS DEMAIS TARTARUGAS. TEM UMA CARAPAÇA MARROM (CASTANHA) OU PRETA E PODE MEDIR ATÉ 44.9 CM. A COURAÇA É REDUZIDA, ESTREITA, SEM ARTICULAÇÕES, ENCURTADA NA FRENTE E RETA ATRÁS.

A CABEÇA TAMBÉM É BASTANTE DISTINTA, TRIANGULAR, GRANDE, EXTREMAMENTE ACHATADA. TEM NUMEROSAS ABAS DE PELE. TEM DOIS BARBILHOS NO QUEIXO E DOIS ADICIONAIS BARBILHOS FILAMENTOSOS NA MANDÍBULA. O FOCINHO É LONGO E TUBIFORME. A MANDÍBULA SUPERIOR NÃO É NEM CURVA NEM CHANFRADA.

CABEÇA, PESCOÇO, RABO E MEMBROS SÃO MARRONS ACINZENTADOS NOS ADULTOS. O PESCOÇO É BASTANTE LONGO, MAIOR QUE A VÉRTEBRA DENTRO DA CARAPAÇA, E É FRANJADO COM PEQUENAS ABAS DE PELE AO LONGO DOS DOIS LADOS, ASSEMELHANDO-SE A UM GALHO DE ÁRVORE.



MACHO DE MATA-MATÁ ENCONTARADO PELA ONG MEPA

CADA PATA DIANTEIRA TEM CINCO GARRAS COM MEMBRANAS NADATÓRIAS. MACHOS TÊM COURAÇAS CÔNCAVAS E RABOS COMPRIDOS E LONGOS.

PREFERE ÁGUAS RASAS ONDE POSSA ALCANÇAR A SUPERFÍCIE PARA RESPIRAR. PODE SEGURAR A RESPIRAÇÃO POR MUITO TEMPO, FICANDO IMÓVEL NO FUNDO. PREFERE RASTEJAR NO FUNDO A NADAR E, SEMPRE QUE POSSÍVEL, EVITA EXPOR-SE À LUZ DO SOL. CASO PERCEBA UM PREDADOR À ESPREITA, ELA FICA SUBMERSA E IMÓVEL, COM SUAS ABAS ESQUISITAS AJUDANDO-A A SE CAMUFLAR NA VEGETAÇÃO CERCANTE, ATÉ QUE UM PEIXE CHEGUE PERTO. ENTÃO A MATA-MATA IMPULSIONA SUA CABEÇA PARA FORA E ABRE SUA ENORME BOCA O MÁXIMO QUE PUDER, CRIANDO UMA PRESSÃO QUE SUGA A PRESA PARA DENTRO DA BOCA. AO FECHAR A BOCA, A ÁGUA É EXPELIDA LENTAMENTE, E O PEIXE É ENGOLIDO INTEIRO. A PRESA PRECISA SER DO TAMANHO APROPRIADO PARA A TARTARUGA; MATA-MATAS NÃO CONSEGUEM MASTIGAR MUITO BEM DEVIDO À ANATOMIA DE SUA BOCA.

CASAL DE MATA-MATÁ ENCONTRADO NA BASE DO PROJETO PROMARGEM, NO RIO TOCANTINS.

OS MACHOS EXIBEM-SE PARA AS FÊMEAS ESTENDENDO SEUS MEMBROS, BAFORANDO A CABEÇA EM DIREÇÃO À FÊMEA COM A BOCA SEMIABERTA, E MOVENDO AS ABAS LATERAIS DA CABEÇA. A NINHADA OCORRE DE OUTUBRO ATÉ DEZEMBRO NA AMAZÔNIA SUPERIOR. DE 12 A 28 OVOS DE 35 MM DE DIÂMETRO, FRÁGEIS E ESFÉRICOS, SÃO DEPOSITADAS NUM NINHO. OS ANIMAIS RECÉM-NASCIDOS SÃO MAIS COLORIDOS QUE OS ADULTOS, COM TONS DE ROSA E VERMELHO NA CARA E NO CASCO.

REFERÊNCIAS: http://pt.wikipedia.org/wiki/mata-mata

DADOS ADICIONAIS

NOME POPULAR: MATAMATA, TARTARUGA FOLHA

NOME CIENTÍFICO: Chelus Fimbriatus

FAMÍLIA: CHELIDAE

ORIGEM: NORTE DA AMERICA DO SUL

TAMANHO: NORMALMENTE ALCANÇÃO 45 CM

MANUSEIO: NÃO SÃO AGRESSIVOS, MAS NÃO GOSTÃO DE SER MANUESEADOS

HABITOS: DIRUNOS, AQUÁTICOS

ILUMINAÇÃO: NÃO É NECESSÁRIO O USO DE ILUMUNAÇÃO UV, POIS RARAMENTE IRÃO SAIR DA ÁGUA

REPRODUÇÃO: FAZEM POSTURA DE OUTUBRO À DEZEMBRO

ALIMENTAÇÃO: SÃO BASICAMENTE CARNÍVORAS, COMENDO PEIXES E ANFÍBIOS AQUÁTICOS

TERRÁRIO: UM TERRÁRIO DE 180X70X60CM (COMPRIMENTO, LARGURA, ALTURA) É O SUFICIENTE PARA UM CASAL, DECORADO COM GALHOS E VARIAS PLANTAS, DE SUBSTRATO USE CASCALHO COM FOLHAS SECAS, PARA QUE ELAS POSSÃO SE CAMUFLAR

TEMPERATURA: 26º À 28º C

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

MEPA REALIZA MONITORAMENTO E 2º SEMINÁRIO DE PESCA ARTESANAL


         O boto é um mamífero da ordem Cetacea, comum na Amazônia e muitas vezes chamado de golfinho. Na classificação dos biólogos, não há nenhuma diferença, é só uma questão de nomenclatura regional. "O termo boto ganhou força no Brasil para nomear o pequeno cetáceo encontrado nos rios da Amazônia” (1). Os botos são um dos mamíferos dessa ordem que possuem representantes vivendo exclusivamente em ambientes de água doce.




         Durante uma semana, 24 a 28 Setenbro o MEPA auxiliou no monitoramento de quelônios e cetáceos amazônicos (Sotalia fluviatilis- boto-cinza) da praia do tucunaré à praia da rainha, em parceria com pesquisadores e biólogos. Ao fim da semana 28 foi dado início ao segundo seminário de pesca artesanal, realizado em parceria MEPA, Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e ALPA/VALE. O seminário teve como tema central: Cetáceos amazônicos (Botos)  e quelônios (Tartarugas e Tracajás). A noite 28 o grupo se reuniu para um jantar de confraternização em uma churascaria na orla do rio tocantins.
REFERÊNCIAS CONSULTADAS
 1.      http:\\www.abril.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Como Alimentar Tanta Gente em 2050?

Uma importante questão que se depara os cientistas do assunto é que hoje mais de 1,5 bilhão da população mundial já sofre de alguma forma de limitação alimentar, desnutrição ou mesmo sérias restrições nutricionais, como fazer para alimentar cerca de 10 bilhões de pessoas em 2050.
Se hoje temos dificuldades imensas para alimentar a atual população, principalmente de países não desenvolvidos, como será para colocar comida na mesa de 10,1 bilhões de habitantes com tanta restrições impostas por organizações internacionais aos pequenos agricultores que querem produzir alimentos?
Sem falar dos políticos desonestos, que deveriam está preocupados com os menos favorecidos, estão usando o poder para tirar o que deveria chegar em sua mesa.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

MEPA e ALPA/Vale preparam seminário sobre Pesa Artesanal

A Ong MEPA está trabalhando na promoção do I Seminário da Pesca Artesanal das Margens do Rio Tocantins. A ação está sendo planejada e será realizada em parceria com a ALPA/VALE (Aços Laminados do Pará), o objetivo é capacitar os ribeirinhos no que se refere à legislação, histórico da pesca artesanal e técnicas de manejo. O evento está previsto para o mês de Abril faltando apenas definir a data.

Na última terça ferira os representantes da ALPA se reuniram com o presidente do MEPA para trabalhar no projeto do Seminário, a reunião aconteceu no próprio escritório da empresa no bairro Amapá, na ocasião o diretor da ALPA (Marabá), José Carlos, aproveitou para falar sobre o interesse da VALE em apoiar o projeto de criação de peixes em tanque-rede, projeto esse que a ONG MEPA vem desenvolvendo nas comunidades ribeirinhas do Rio Tocantins.




quarta-feira, 7 de março de 2012

Estudo sobre a Hidrovia Araguaia-Tocantins começa em Marabá


Marabá será o ponto de partida de uma equipe responsável por fazer um estudo das condições de trafegabilidade na hidrovia do Araguaia-Tocantins. Para tanto os hidrógrafos vieram de Belém em três embarcações que estão ancoradas na Orla Sebastião Miranda desde o último domingo.

Um dos barcos chama a atenção pelo porte, é o “Velho Chico”. Os barcos dispõem de vários instrumentos tecnológicos modernos que servem tanto para a navegação quanto para o estudo que será feito a partir de Marabá e que dará subsídios para a implantação da Hidrovia.

Num futuro bem próximo, grandes embarcações farão esse trajeto levando principalmente minério para o porto de Vila do Conde em Barcarena. Todo esse trabalho de infraestrutura é necessário para o pleno funcionamento da Siderúrgica da ALPA/VALE, prevista para entrar em funcionamento nos próximos dois anos.

Barcaças para transporte de minério (foto: antaq.gov.br)

Ponto crítico para a navegação: pedral sofrerá derrocagem

Mapa da Hidrovia de Marabá à Barcarena
Esse estudo que agora começa a ser feito tem previsão para ser concluído até junho desse ano. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ONG MEPA vira tema de estudos na "Fazendinha"

O trabalho de proteção dos Quelônios nesta região a cada dia vai seduzindo mais pessoas. No último dia 5, alunos do Ensino Fundamental da escola "A Fazendinha", renomada escola privada em Marabá, expuseram um trabalho mostrando como acontece todo o processo de manejo dos ovos de Tracajás e Tartarugas da Amazônia, da coleta ao nascimento.

Para que tudo ficasse bem real, a professora Leude Maria, responsável pelos alunos, procurou a base do MEPA na "Praia do Meio", na base, a professora pôde acompanhar o trabalho desenvolvido pelos Educadores Ambientais Voluntários, vendo as ações acontecerem surgiu também a ideia da ONG MEPA fazer uma demonstração na escola para toda a comunidade escolar.
Na "Praia do Meio" em trabalho de campo
O resultado foi bem convivente, a encenação serviu para que todos, professores, pais e alunos, endentecem mais sobre a dura luta desses frágeis animais pela sobrevivência, uma luta que começa mesmo antes que eles nasçam. O realismo da encenação serviu entre outras coisas para despertar o sentimento de proteção que existe em cada um, independente da idade ou classe social.   
Profª Leude presenteia pres. da ONG

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Menor filhote de Tracajá do mundo

Pode ser precipitado mas podemos ter presenciado o nascimento do menor filhote de tracajá do mundo. O nascimento aconteceu no último dia 3 na base do Projeto PROMARGEM na Praia do Meio. O pequeno Quelônio apresentava as seguintes medidas:

  • Comprimento: 2,5 cm 
  • Altura: 1,4 cm
  • Largura: 1,6 cm
  • Peso: 4 g

Normalmente um filhote de Tracajá nasce com o dobro desse tamanho, apesar das medidas pouco expressivas, o animal passa bem.
Menor filhote ao lado de um em tamanho normal

O que é um Tracajá ou Tartaruga da Amazônia?

Curiosidades da Vida Animal - Fauna Brasileira
Nesta seção, um pouco da vida selvagem e seus aspectos mais curiosos. Nenhuma espécie mostrada aqui deve ou pode ser criada como um animal de estimação.



TRACAJÁ
1. FICHA DO BICHO:
Nomes vulgares: Tracajá e tracaxá (Brasil); taricaya e charapa (Colômbia e Peru); arrau, tortuga, tortuga Del Orinoco e zamurita (Colômbia e Venezuela); yellow-spotted Amazon river turtle, Amazon river turtle e terecay (EUA).

Nome científico: Podocnemis unifilis Troschel, 1848.

Origem do Nome:Origina-se do termo "tarakaiá", da língua tupi-guarani, onde é utilizado como nome comum a várias espécies da Ordem dos quelônios, dentre as quais a P. unifilis.

Classe: Reptilia (Répteis)
Ordem: Chelonia (Quelônios)
Família: Pelomedusidae
GêneroPodocnemis sp
Espécie: Podocnemis unifilis. Existem outras espécies, que pouco diferenciam-se entre si, como a P. expansa (Tartaruga-da-Amazônia),P. lewyana, P. sextuberculata, P. vogli e P. erythrocephala.


2. COMO É O BICHO?


A tracajá, é um quelônio aquático dulcícola (vive em água doce) de coloração negro-azulada, mas que apresenta manchas amarelas, distribuídas por sua cabeça, sendo estas agrupadas na região anterior e mediana da mesma. Seu casco possui uma grande saliência dorsal. O dimorfismo sexual entre macho e fêmea fica quase que restrito, as manchas amarelas, que estão presentes nos machos adultos e ausentes nas fêmeas, que os perdem conforme se desenvolvem.


Uma característica utilizada para diferenciação de quelônios, relaciona-se à retração da cabeça, como por exemplo, esta espécie, que a retrai lateralmente no escudo (casco).
Casco Grande

Mede de 45 a 50 centímetros de comprimento, medida que se inicia da cabeça ao fim do casco, que mede 35 centímetros. Seu peso varia entre os sexos, pois as fêmeas são maiores, e pesam de 6,5 a 8,0 Kg. Já os machos, de 2,5 a 2,8 Kg. A expectativa de vida do tracajá varia de 50 a 90 anos.

As fêmeas depositam em um ninho cavado na areia, de 7 a 35 avos, número que irá depender muito do tamanho destas. Os ovos são ovais, brancos e com uma casca extremamente rígida. Ficaram armazenados para serem chocados pelo calor do sol, por um período de 60 a 70 dias, com média de 87 dias. Os filhotes já nascem com as manchas amarelas características, com o casco esbranquiçado e as patas, cauda e cabeça escuras.



3. O QUE O BICHO FAZ?
É um animal que raramente sai da água, comparado a outras espécies, e que apresenta maior atividade diurna, período no qual percorrem os rios, à procura de folhagens flutuantes e submersas, invertebrados, frutos caídos na água, e peixes, que são consumidos ocasionalmente. Possuem vida solitária e sedentária.



Embora seja pecilotérmico (temperatura variando conforme o ambiente), tolera longas flutuações de temperatura. Como outros quelônios aquáticos, este também aprecia, os banhos de sol, que são tomados em troncos, pedras e ocasionalmente ao longo das margens. É muito comum observar uma "fila" de tracajás se "banhando" nestas superfícies.

Fila para banho de sol

Não há estações definidas para cópula, pois variam com a localidade e eventuais alterações ambientais. A corte se inicia, com o macho "beliscando" os pés e cauda da fêmea. Em seguida, este, nada por cima dela, ondula sua cauda (mais longa que a da fêmea) em torno da borda de seu escudo, onde um órgão copulatório emerge da cloaca e se introduz na cloaca da companheira, eliminando o sêmen. Quando chega o momento da desova, a fêmea percorre grandes distâncias, até chegar em um banco de areia localizado, na margem de um rio ou de uma ilha.

Como já foi dito, o tracajá procura praias e margens arenosas para desovar, porém também pode ocorrer de optar pelo solo argiloso, bancos íngremes de rios e até mesmo áreas cobertas por folhas. O ninho possui aproximadamente 26 centímetros de profundidade. Os ovos e filhotes podem ser predados por répteis (teiús), formigas, pássaros e mamíferos, como o homem. Após a eclosão, os filhotes já logo procuram a água em busca de alimento. E é exatamente neste momento que ficam a mercê de alguns predadores acima citados. Portanto as chances de um filhote nascer e chegar a fase adulta, não passa de 10%.

4. ONDE O BICHO VIVE?

Podemos encontrar a tracajá em muitas bacias hidrográficas do Norte da América do Sul, como por exemplo, o Orinoco (Venezuela) e Amazonas. É originária deste continente, habitando as margens de rios, lagos, lagoas e florestas inundadas da Venezuela, Guianas e todo o Norte do Brasil.

5. CURIOSIDADES DO BICHO:

Ajudantes alados
Um fato curioso é a observação de borboletas, que pousam sobre seus olhos e narinas, com o intuito de sugarem as secreções produzidas nestas regiões, obtendo desta forma sais minerais necessários a sua sobrevivência, impedindo que este material se acumule, prejudicando o réptil.


Outra peculiaridade interessante, e que também pode ser vista em outros répteis, é a definição do sexo de acordo com a temperatura presente no interior do ninho, durante a incubação. Se esta for de 33°C, provavelmente teremos filhotes fêmeas, porém se esta for inferior a 32°C, teremos filhotes machos.

É uma espécie ameaçada de extinção, e que embora tenha seus predadores naturais (quando adulto), como por exemplo, a onça-pintada e o jacaré, possui também como inimigo mais destrutivo, o homem. Perante a portaria do IBAMA (www.ibama.org.br) nº 142, de 30 de Dezembro de 1992, o tracajá, pode ser criado em cativeiros credenciados pelo órgão, para exploração racional do couro, carne e casco e ainda ter regulamentada a comercialização dos produtos oriundos da espécie.

O tracajá está ameaçado pela exploração não controlada, realizada em grande parte, para obtenção da carne e de seus ovos, que são muito apreciados na culinária local.


Para ilustrar a realidade do tracajá, observe bem a figura acima, onde além de mostrar um adulto desovando em um banco de areia, percebe-se um cenário artificial como fundo da foto. A barragem representa energia e ao mesmo tempo, impacto seguido de desequilíbrio ambiental. Estas estruturas de geração energética constituem uma grande ameaça à biota do meio hídrico. Muitas transformações estão ocorrendo ao longo das bacias hidrográficas, como a modificação de relevo (assoreamentos, meandros alterados etc), devastação e retirada de matas ciliares e poluição das águas. Isto contribuiu para prejudicar a situação de muitas espécies que utilizam o rio, direta e indiretamente, como complemento para seu desenvolvimento.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Morte de pássaros no Rio Tocantins intriga ambientalistas do MEPA


Acampados já há alguns meses na Praia do Meio (Rio Tocantins) por conta do trabalho de proteção dos Quelônios, nos deparamos com uma situação intrigante, vários pássaros mortos sem uma explicação visível. As aves são de espécies distintas e não apresentam nenhum sinal aparente do que tenha causado a morte.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Indígenas incentivam a união e a integração durante os jogos

Terminam no próximo sábado (30) os jogos tradicionais indígenas na aldeia Gorotire, Reserva Kayapó, no município de Cumaru do Norte. Pela primeira vez os jogos, organizados pela Angrokrere (Associação de Defesa dos Povos indígenas Kayapó), são realizados na aldeia.

Estiveram presentes, na cerimônia de abertura, os caciques representantes das aldeias, o representante da Funai, Kubei Kayapó; o representante da Funasa, José Miguel; além da maior liderança indígena Kayapó na atualidade, o cacique Raoni, da aldeia Metuktiri, de Peixoto de Azevedo (MT).

O objetivo do evento, de acordo com Angrokrere, é manter a união entre os povos indígenas e “mostrar ao mundo os seus costumes revelando a cultura, através de várias apresentações de danças típicas dos índios”.
A cada apresentação dos grupo participantes, se ouvia o grito ecoar pela floresta, o que soava como um pedido de socorro aos governantes no sentido de cooperarem com a preservação da natureza. O cacique Raoni disse que está satisfeito com a iniciativa de realizar uma festa com tamanha magnitude, que serve para a aproximação dos povos indígenas. (Diário do Pará)


segunda-feira, 25 de julho de 2011

NOVAS ESPÉCIES DE PEIXES SÃO DESCOBERTAS

Um grupo de 12 alunos de Mestrado do Programa de Pós-graduação em Ecologia Aquática e Pesca da Universidade Federal do Pará (Ufpa) identificou seis novas espécies de peixes no Estado, de um total de 120 coletadas durante o Curso de Campo em Ecologia Aquática, ministrado pela primeira vez na Reserva Biológica de Tapirapé (Rebiota), que fica no mosaico de Carajás, região sudeste do Pará.
Dentre as novas espécies estão três piabas com tamanho inferior a cinco centímetros que vivem em igarapés. Já no rio Tapirapé foi registrada uma nova espécie chamada de cacunda ou piaba corcunda, que apresenta tamanho aproximado de 15 centímetros e vive nos locais de remanso do rio.
Foi encontrada ainda uma espécie nova de piranha, também coletada no rio Tapirapé, e um Pacu de corredeira, que habita o rio Itacaiúnas. A nova espécie que mais chamou a atenção do pesquisador é o pacu, que pode alcançar até 40 centímetros de comprimento e pesar até cinco quilos. “Esta espécie pertence à subfamília dos Serrasalminae, que representa os peixes conhecidos como piranhas e pacu”, destaca o pesquisador Tommaso Giarrizzo, que coordenou o curso, vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas da Ufpa.
A nova espécie de pacu foi capturada em corredeiras, nas imediações de afloramentos rochosos. “Os primeiros resultados indicam que este pacu passa a totalidade da vida nestes ambientes de corredeiras sendo, portanto, sensível a potenciais impactos de represamento do rio”, ressalta Giarizzo.
Todas as novas espécies estão sendo descritas pela equipe de pesquisadores do Grupo de Ecologia Aquática da UFPA, sob a orientação do de Tommaso. Segundo ele, a nova espécie de pacu será descrita em um dos capítulos da dissertação de mestrado do Engenheiro de Pesca Marcelo Andrade e ainda através de artigo que será publicado em uma revista internacional de alto impacto chamada Zootaxa. “Trata-se de uma respeitada publicação científica de revisão por pares, que existe desde 2001 e que até 2010 havia divulgado mais de 16.000 artigos sobre novas espécies para toda a comunidade científica mundial”, ressalta.
O professor Dr. Tommaso Giarrizzo informou ainda que, paralelamente, através de projeto aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) - Carajás, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), “haverá novos levantamentos de peixes de todo o mosaico e será gerado um catálogo inédito para divulgação das espécies dessa região”.
A expectativa de Tommaso Giarrizzo é que novas espécies ainda sejam descobertas no mosaico de Carajás. “Os peixes são um grupo de animais ainda pouco conhecido na Amazônia. Somente para ter um exemplo, no Brasil, nos últimos 10 anos, foram descritas aproximadamente 1.000 espécies de peixes de água doce. Por isso, aumentando o esforço de coleta com novas expedições, será possível encontrar novas espécies, sim, na área da rebiota”, disse.
(Diário do Pará)
Postado por: www.folhadopara.com

 
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