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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Como Alimentar Tanta Gente em 2050?

Uma importante questão que se depara os cientistas do assunto é que hoje mais de 1,5 bilhão da população mundial já sofre de alguma forma de limitação alimentar, desnutrição ou mesmo sérias restrições nutricionais, como fazer para alimentar cerca de 10 bilhões de pessoas em 2050.
Se hoje temos dificuldades imensas para alimentar a atual população, principalmente de países não desenvolvidos, como será para colocar comida na mesa de 10,1 bilhões de habitantes com tanta restrições impostas por organizações internacionais aos pequenos agricultores que querem produzir alimentos?
Sem falar dos políticos desonestos, que deveriam está preocupados com os menos favorecidos, estão usando o poder para tirar o que deveria chegar em sua mesa.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Cidadania na Prática

Mesmo não sendo a função da ONG realizar ações  assistencialistas quanto a necessidade surge é difícil ficar de braços cruzados. Recentemente realizamos a I Ação e Cidadania Nas Margens do Rio Tocantins, a ação aconteceu em parceria com a Associação dos Pequenos Produtores Rurais e Pescadores da Praia do Meio (APPRPM), com serviços médicos e jurídicos, a partir daí, fomos procurados por uma família ribeirinha que precisava de uma cadeira de rodas para o Sr. Manoel Soares que há anos perdeu os movimentos das pernas e a família é de baixa renda. Para ajudar essa família, procuramos o vereador de Marabá, Antonio Hilário Ribeiro, popular Antonio da Ótica, ele por sua vez destacou que também não é papel do vereador fazer esse tipo de doação já que o trabalho do parlamentar se restringe ao trabalho com a legislação e fiscalização do executivo, ainda assim, sensibilizado com o caso o vereador indicou o Oftalmologista Reginaldo Fonseca Chaves do Hospital de Olhos de Marabá (HOMA), sem pensar duas vezes o Dr. Reginaldo nos dou uma cadeira de rodas novinha em folha, que fizemos chegar à família do Seu Manoel.
Filho do seu Manoel recebendo a cadeira
Ações simples como essa, não resolvem o problema social da cidade, contudo, resolve o problema do Seu Manoel que tinha que ser carregado de qualquer maneira pelos seus familiares. Cabe nos agradecer ao Vereador Antonio da Ótica pela intervenção e ao Dr. Reginaldo por se prontificar em ajudar essa família.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cidadania nas Margens do Rio Tocantins

O Movimento de Educação e Preservação da Amazônia (MEPA) e a Associação de Pequenos Produtores Rurais e Pescadores da Praia do Meio com o apoio da Prefeitura Municipal de Nova Ipixuna, realizaram uma ação itinerante que levou atendimento médico e jurídico às comunidades ribeirinhas da Praia do Meio, localizada no Rio Tocantins entre Marabá e Itupiranga, a localidade pertence ao município de Nova Ipixuna. A ação aconteceu no último sábado e teve a adesão total dos moradores daquela região.
Médicos, Advogados e Técnicos em Enfermagem compuseram a equipe que atendeu centenas de pessoas. Os médicos fizeram um atendimento preliminar e detectaram problemas de infecções, principalmente nas mulheres enquanto que nos homens, a maior incidência foi de desvio de coluna e hérnia nos testículos, provenientes do excesso de peso. As crianças que foram atendidas apresentaram quadro de raquitismo, desnutrição e até caso mais graves de mutilamento.


Além do atendimento médico, um corpo jurídico deu orientações sobre aposentadoria e outros temas de interesse da comunidade.

Foi um dia de atendimento e também de descontração, na oportunidade foi divulgada a lista dos moradores que  receberam o PRONAF (O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), foi servido ainda um almoço para os ribeirinhos.

Comunidades aderem à ação

Pres. do MEPA ajuda a distribuir preservativos

Drº Marcos Vinícius receitando


Responsabilidade social, quem pratica deixa sua marca no futuro.
Social responsibility, those who practice makes your mark in the future.










quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Hortaliças das "Margens" começam a dar frutos

As margens do Rio Tocantins têm um solo que privilegia o plantio de HORTALIÇAS, sabendo disso a ONG MEPA e a APPRPM (Associação dos Pequenos Produtores Rurais e Pescadores da Praia do Meio) levaram para as comunidades ribeirinhas da área da Praia do Meio técnicos agrícolas para orientar os ribeirinhos quanto a utilização correta do solo e das culturas ideais para aquela região, o resultado não poderia ser outro, já é possível colher legumes e verduras com uma qualidade à cima da média.



O trabalho com hortaliças garante às famílias ribeirinhas mais qualidade na alimentação e ainda uma fonte de renda extra com a comercialização do excedente, para quem tira o sustento praticamente do rio, aproveitar o solo é mais uma possibilidade de diversificar o cardápio e a renda familiar.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Veneno de Jararaca poderá ajudar no tratamento de Parkson e Trombose

Dois grupos brasileiros isolaram moléculas do veneno da serpente e descobriram aplicações para combater doenças neurodegenerativas e ligadas à coagulação do sangue
A picada de uma serpente pode ser fatal. No caso da jararaca, uma das cobras mais venenosas da fauna brasileira, as toxinas podem causar paralisia, hemorragia e falência dos rins. Porém, dois grupos de pesquisa brasileiros — um da Universidade de São Paulo (USP) e outro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — estão ajudando a amenizar a má fama do bicho. Eles descobriram que substâncias presentes no veneno da jararaca (veja glossário) podem ajudar no tratamento de doenças, como o Parkinson e a trombose. As descobertas foram apresentadas na FeSBE 2011 (reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental), que acontece no Rio de Janeiro entre os dias 24 e 27 de agosto.

O primeiro trabalho, chefiado pelo biólogo alemão Henning Ulrich, da Universidade de São Paulo, mostra que uma molécula presente no veneno da jararaca, a bradicinina, pode ajudar a estimular a formação de células nervosas no cérebro. Isso quer dizer que doenças degenerativas, como o Parkinson, têm chances de serem tratadas com a substância. O outro estudo, coordenado pela professora Lina Zingali, da UFRJ, descobriu que duas substâncias isoladas do veneno da jararaca podem ajudar no tratamento de doenças ligadas à coagulação do sangue, como a trombose.

Doenças degenerativas — Em 1949, o cientista brasileiro Rocha e Silva isolou uma molécula de altíssima concentração no veneno da jararaca, a bradicinina, e descobriu que ela ajudava a reduzir a pressão arterial. A descoberta brasileira serviu de base para o desenvolvimento do medicamento Captopril, que combate a hipertensão. A bradicinina é uma substância também presente no organismo humano, mas em pequena concentração.

O estudo das funções da bradicinina sobre a formação de neurônios começou em 2001, quando Ulrich foi contratado como docente da USP. A partir daí, a cientista Telma Schwindt, os doutorandos Cleber Trujillo e Henrique Martins e Ulrich perceberam que a bradicinina era capaz de ativar células-tronco presentes no cérebro. "Essas células amadurecem e formam novas ligações nervosas quando há algum dano neural", disse o biólogo alemão, em bom português.

Isso quer dizer que a degeneração de células nervosas causada por doenças como o Parkinson, e por derrames, explica Ulrich, pode ser combatida com a molécula do veneno da jararaca. A equipe de Ulrich percebeu também que, em ratos que sofreram um derrame, a bradicinina ajuda a impedir a morte das células saudáveis.
O tratamento em humanos, contudo, ainda está longe. Ulrich explicou que a pesquisa precisa migrar dos modelos animais para os humanos, e um tratamento pode demorar até 10 anos para virar realidade.
Descoagulante — Outra pesquisa, coordenada pela professora Lina Zingali do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, isolou duas moléculas do veneno da jararaca, chamadas jarastatina e jararacina. Essas substâncias fazem parte de um grupo de moléculas chamado desintegrina, capazes de prevenir a coagulação do sangue. Os pesquisadores queriam encontrar químicos que não causassem tantos efeitos colaterais quanto os atuais remédios que combatem as doenças ligadas à coagulação sanguínea, como a trombose.
As duas moléculas isoladas pelo grupo da UFRJ foram capazes de inibir o acúmulo de plaquetas em amostras de sangue humano. Quanto maior a dose de jarastatina e jararacina, maior a descoagulação sanguínea. Das duas, a jararacina é a mais potente.

A utilização das moléculas do veneno da jararaca em remédios para seres humanos ainda pode demorar. Os resultados da pesquisa mostram que, no laboratório, as substâncias podem ajudar pessoas com trombose, mas é preciso realizar testes em animais. Em seguida, seriam feitos os testes com humanos.

A equipe precisa saber qual dose pode ser tolerada pelo organismo das pessoas e se haverá efeitos colaterais. Os resultados foram publicados no periódico Archives of Biochermistry and Biophysics.

*Fonte:  Folha do Pará

terça-feira, 5 de julho de 2011

Quem come Carne de Paca corre serio risco de contrair tumores no fígado


Carne de paca pode provocar tumores no fígado. A descoberta pode ser publicada na renomada Revista Scientific. É que o apresentador de rádio Reginaldo Cordeiro fez a descoberta e deixou extremamente preocupado o Senador da República Sérgio Petecão. O senador do Acre promete fazer um discurso bombástico no Senado, exigindo a intervenção imediata da Fundação Oswaldo Cruz, já que podemos estar a enfrentar uma nova peste.

É que o nosso senador tem informações seguras de que a paca é um dos animais amazônicos que mais são picados por cobras, como cascavel e pico-de-jaca. Petecão desconfia de que é o veneno mortíferos que pode estar provocando os tumores no fígado dos comedores de carne de paca.

Uma audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, da Câmara e do Senado, vai ouvir cientistas renomados e iniciar, talvez, o debate mais importante para a ciência brasileira.

Há ainda a possibilidade de se instalar uma Comissão Especial do Congresso, a CPI da Carne de Paca, com deputados como Romário, Tiririca, Wagner Montes e Jean Wyllys, para investigar quem são os responsáveis por essa tragédia amazônica.

Petecão está deveras preocupado com essa possibilidade do fígado dos amazônidas ter que entrar na fila dos transplantes. São mais de cinco milhões de brasileiros que vivem nas florestas da Amazônia, comendo pacas, e expondo seu fígado às hepatites e, agora, aos tumores da carne de caça.

Veja o que disse o nosso senador sobre essa descoberta: “Rapaz, tu agora me deixou preocupado, pois eu aprecio uma carne de Paca. Será que isso faz mesmo mau para o fígado?”.

A pergunta do senador acreano está repercutindo nos grandes canais de televisão do mundo e deixando milhões de homens e mulheres em polvorosa, especialmente aqueles que vivem em países de densas florestas.

Petecão pensa, inclusive, em propor a convocação de uma nova conferência sobre o clima. É que as multidões desesperadas podem querer sair pó aí derrubando florestas tropicais, como forma de exterminar as pacas e seus tumores.

O Papa Bento XVI já foi ouvido sobre a possibilidade de proclamar uma nova Encíclica, proibindo o consumo de carne de paca, assim como já foi feito pelo patriarca Moisés com a carne de porco.


Imagine como não está aflito o povo acreano e Brasileiros comedores de carne de paca, apesar da vigilância federal do IBAMA, que não permite a ninguém vender mogno, derrubar castanheira e comer carne de paca.

O clima está pesado e a população já pensa em realizar manifestações de rua, como aquelas do Egito, para descobrir quem foi à múmia que não deixou a gente comer sossegada a nossa secular carne de paca.

Petecão pensa ainda em aprovar um projeto de lei mudando o nome de Cuniculus paca para o originário Agouti paca, como forma de limpar a carne de paca desses contágios modernos e proteger os seus eleitores de situações constrangedoras como essa.

 moisesacre.blogspot

terça-feira, 12 de abril de 2011

Receita de pombo recheado

Prato muito apreciado na culinária italiana

Há quem tenha preconceito quanto ao consumo de pombos, o programa globo rural exibiu nesta terça feira dia 12, uma matéria falando sobre o assunto, certamente depois dela, a população vai ver os pombos com “outros olhos”.
Um município do Rio Grande do Sul, Santa Tereza, está se especializando na criação de pombos. A ave é muito apreciada na culinária das comunidades italianas e a atividade, que antes era apenas para alimentação da família, tem se mostrado lucrativa e já se tornou uma maneira de incrementar o orçamento.

As aves são criadas em cativeiro, são cerca de 10 casais. A reprodução acontece cinco vezes por ano e a cada ninhada saem dois ovos, que vão direto para a incubadora, onde os filhotes permanecem por aproximadamente um mês, até que cresçam o suficiente e possam se alimentar sozinhos. Depois, eles são transferidos para outro cativeiro, onde ficam mais um mês e depois são abatidos. Do nascimento até o abate são dois meses. (G1.com)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ÁGUA

Por que nas regiões polares existe água líquida se a temperatura é negativa? Porque a água existente no estado líquido contém sal ( água do mar). O gelo existente nas regiões polares é formado com água trazida pelas correntes de ar provenientes das regiões quentes e portanto não têm sal.

Sabe-se que a água pura congela a 0° C e ferve a 100° C, sob pressão de 1 atm. Se adicionarmos sal na água, ela irá congelar abaixo de 0° C e ferver acima de 100° C.
No dia 22 de março se comemora o Dia Mundial da Água. A maior parte do nosso planeta está coberta pela água dos oceanos, lagos, rios e ribeirões, além das correntes de água subterrânea (lençóis freáticos). Somente uma pequena parte dessa água é doce, e menor ainda a disponível para bebermos. Este recurso é necessário para a vida: desde o menor inseto até os animais maiores como a baleia dependem dele.
Nós também necessitamos da água para viver, mas muitas vezes gastamos muito mal esse recurso e o contaminamos. Isso faz com que gastemos muito dinheiro e energia em plantas depuradoras para limpar tudo o que sujamos.
A água é um recurso importante que se desperdiça ou contamina constantemente. É necessário lembrar que milhões de pessoas precisam de acesso a serviços melhorados de abastecimento de água, e 2.400.000 precisam de acesso a serviços de saneamento. A África, por exemplo, devido não terem servico de abastecimento de água adequado e acessível, sustenta uma sociedade muito pobre. Se continuar com essa escassez, num futuro próximo a água será fonte de muitos conflitos armados.
As águas dos oceanos, rios de lagos, contêm grande diversidade de vida, tanto vegetal como animal. O problema é que os usamos como depósitos para nossos lixos, esgotos ou lugares onde jogamos produtos químicos venenosos procedentes das indústrias.
Ainda que não possamos ver essa água, ela é muito importante porque a usamos para suprir nossas necessidades, sobretudo quando existe seca, estiagem. O problema é que se jogamos substâncias tóxicas no solo, como tinta, pilhas, com conteúdo alto em mercúrio, a terra as absorve e chegam até a água do subsolo, contaminando-a. Como podemos ver, a água é um bem extremamente necessário, e por isso, é importantíssimo que a cuidemos.
Os problemas são tão grandes que parecem não ter solução, mas não acredite nisso. O controle está ao alcance de todos. Todos podemos ajudar a preservar o meio ambiente e a combater a contaminação. É somente uma questão de começar.
Com a chegada do verão, e também das férias, o calor nos convida a estar em maior contato com a água, dos rios, praias, lagos. Quando sair de excursão ou de passeio, evite jogar lixo nesses lugares. Se vais para o campo fazer um picnic, junte o lixo em um saco para jogá-lo depois na lixeira. Não jogue lixo na água da praia nem dos rios. E se notar alguma mancha de óleo, espuma ou algo parecido na água, informe as autoridades .
O lixo, bem como os excrementos de animais podem contaminar a água. Uma boa atividade que pode fazer com seus filhos é organizar a limpeza da areia da praia. Se sua família recolhe as latas de refrigerante, pacotes de biscoitos ou salgadinhos, e todas embalagens que utiliza na praia, em um saco, com certeza estarão dando exemplo aos outros usuários da praia. Recorde que cada ação individual faz a diferença
No dia 22 de março se comemora o Dia Mundial da Água.
O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 22 de Fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.
Em 2009, o tema para este dia foi “Água compartilhada – Água de oportunidades”.
Portal da agua

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Saiba reconhecer os sintomas da dengue

Diagnosticar a dengue com rapidez é uma das chaves para combater a doença com maior eficácia. O primeiro passo para isso é conhecer como a infecção se manifesta. Se os sintomas forem reconhecidos, é fundamental procurar um médico o mais rápido possível. Em geral, a doença tem evolução rápida e benigna: saber antes pode fazer a diferença entre a ocorrência de um mal menor e conseqüências mais graves, principalmente no caso de crianças.
Reconhecer sintomas com rapidez facilita tratamento (Foto: Arte/G1)
Existem quatro tipos do vírus da dengue: O DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. “Causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, a pessoa só pode ter dengue quatro vezes”, explica o consultor de dengue da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ivo Castelo Branco.
“70% a 90% das pessoas que pegam a dengue pela primeira vez não têm nenhum sintoma”, observa o consultor. Nos casos mais graves, a doença pode ser hemorrágica ou fulminante. “No caso das fulminantes, a pessoa tem uma reação tão intensa que pode destruir o cérebro, o coração e levar à morte.
SINAIS DE ALERTA
Dor intensa na barriga
Sinais de desmaio
Náusea
Falta de ar
Tosse seca
Fezes pretas
Sangramento

Para identificar a gravidade da doença, Ivo destaca os chamados "sinais de alerta" da doença, que são: dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.
“As pessoas acham que dengue só é grave quando tem sangramento. A dor na barriga é tão importante quanto o sangramento, e os pacientes não valorizam isso”, explica.
Diagnóstico precoce
De acordo com a infectologista Patrícia Brasil, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é essencial fazer tanto um diagnóstico clínico – que avalia os sintomas – como o exame laboratorial de sorologia, que verifica a contagem de hematócritos e plaquetas no sangue. A infectologista afirma que a contagem de hematócritos acima do normal e de plaquetas abaixo de 50 mil por milímetro cúbico de sangue pode ser um indício de dengue.
“O exame de sangue sozinho não determina se o paciente está com dengue ou não. É preciso diagnosticar também os sintomas. Esses dois fatores vão determinar as condições do paciente e ver se ele precisa ou não de internação. De qualquer maneira, o tratamento deve começar imediatamente”, destaca a infectologista.
Período crítico
O consultor da OMS observa que o período crítico da doença é quando a febre do paciente diminui. “Se a febre passar e o paciente tiver muita dor na barriga, ele está num estado grave mesmo sem sangramento”. Para Ivo, esse é um grande problema no atendimento primário nos hospitais porque geralmente as pessoas com febre são atendidas prioritariamente. “Tem que definir uma estratégia no atendimento porque o correto é dar prioridade aos pacientes sem febre”, defende.
A infectologista diz que, ao passar a febre, a pessoa pensa que está curada, mas pode apresentar queda brusca de pressão, mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo. O número de plaquetas ainda continua baixo e, por isso, é preciso continuar o tratamento.
“O monitoramento clínico e laboratorial tem de ser constante, principalmente 72 horas após o período de febre. A complicação maior acontece no quinto dia da doença. O paciente tem de fazer pelo menos três exames de sangue, no início da dengue, depois da febre e uma terceira vez para ver se as plaquetas já voltaram ao normal."
Tratamento
Entende-se como parte do tratamento a hidratação do paciente. A dengue é uma doença que faz a pessoa perder muito líquido. Por isso, é preciso beber muita água, suco, água de coco ou isotônicos. Bebidas alcoólicas, diuréticas ou gaseificadas, como refrigerantes, devem ser evitadas.
Não existe um medicamento específico para a doença. Os sintomas são medicados para alívio das dores. “Se o paciente tiver dor, vai tomar remédio para dor. Se tiver náusea, remédio para náusea”, explica o consultor da OMS. O especialista alerta ainda para o uso de medicamentos antiinflamatórios, a base de ácido acetil-salicílicos e fitoterápicos. “Alteram a coagulação e aumentam o risco de sangramento”, conclui.
Repelentes e mosquiteiros
A dengue, como ressalta a médica Patrícia, não escolhe vítima. Repelentes, mosquiteiros sobre as camas e roupas mais fechadas são recomendados a todos. Mas é preciso estar atento. “Os repelentes que existem no Brasil duram no máximo 3 horas, por isso, é preciso repassá-lo no corpo sempre que possível. Quanto menos áreas do corpo estiverem expostas, mais a pessoa estará protegida”, disse.
Se você encontrar uma barata ou um rato na tua casa, espera pelo governo para combater?
Ivo Castelo Branco, consultor de dengue da Organização Mundial de Saúde
Para Ivo, a responsabilidade da prevenção é tanto da população como dos governantes. “Se 1% dos domicílios de determinada região tiverem foco do mosquito, já pode ter epidemia”, calcula. “Os governantes tem que orientar cada região de maneira diferente. Eu não posso combater o mosquito em Porto Alegre como eu faço no Espírito Santo ou no Ceará”.
“É normal acontecer isso no começo do ano, não é novidade”, diz o consultor. “Só não pode tomar providências apenas quando aparecer a epidemia, tem que ter uma continuidade para controlar o mosquito”, defende.
Ele acrescenta que o primeiro passo para o combate é a mudança de mentalidade das pessoas. “Se você encontrar uma barata ou um rato na tua casa, espera pelo governo para combater? Não. Então, quando as pessoas tiverem essa percepção com a dengue, vamos conseguir controlá-la”, finaliza.
  Reprodução: g1/globorual

 
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