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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Prefeitura de Piçarra executa projeto de educação e proteção ambiental

Reconhecendo o meio ambiente como uma das potencialidades da sua cidade o prefeito de Piçarra, Wagner Machado, encomendou um audacioso projeto de proteção e educação ambiental que visa nortear ações de sustentabilidade em vários segmentos, os principais são: proteção de peixes (Tucunaré e Jaú) e Quelônios (Tracajás e Tartarugas) além da recuperação de áreas degradadas.

Para garantir a boa execução do projeto o município está buscando parceiros e colaboradores, uma das pessoas contadas foi o educador ambiental Cesar Peres da Ong Mepa, conhecido por realizar trabalhos de educação ambiental e por já ter devolvido para a natureza mais de 70 mil filhotes de Quelônios, o objetivo era tê-lo na equipe.  

Torneio de Pesca Esportiva de Piçarra - TORPEP

O município de Piçarra já tem visibilidade por conta de questões ambientais, trabalha a proteção de Quelônios e realiza um dos maiores torneios de pesca esportiva do país o TORPEP, evento acontece anualmente em meio as paisagens lindas do rio Araguaia, na região do povoado de Itaipavas, o local guarda um dos maiores berços dos Jaús e Tucunarés, além de uma infinidade de outras espécies ideais para a prática da pesca esportiva. 
 
Prefeito exibe o projeto que já está em execução

“Temos 42 km de rio, temos natureza por toda volta, mas é preciso cuidar, no meu entendimento cuidar não é sinônimo de não usar, algo intocado, mas usar com moderação e respeito para que possamos ter agora e deixar para as próximas gerações, pretendo fazer de Piçarra um município modelo no que se à sustentabilidade ” Ressaltou Wagner Machado     

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Mepa fará soltura de filhotes de Quelônios neste domingo

A Ong Mepa (Movimento Educacional de Preservação da Amazônia) vai realizar neste domingo (10) a devolução para a natureza de milhares de filhotes de Tracajás e Tartarugas. Para proteger esses animais a Ong faz o mapeamento dos tabuleiros de desova, maneja os ninhos de áreas de risco para um local seguro, acompanha o nascimento e o desenvolvimento dos filhotes até chegar o momento da soltura.

A soltura é o ápice do projeto, ao longo do tempo a Ong Mepa já devolveu para a natureza mais de 70 mil filhotes de Tracajás e Tartarugas garantindo paulatinamente o repovoamento de uma espécie que ainda corre risco de extinção nesta região.


Para a soltura deste ano será montada uma estrutura no bairro Francisco Coelho (Cabelo Seco) que inclui até uma praia artificial, o evento começará às 14h com músicos locais entre outros atrativos. 

Arquivo da Ong Mepa
Data: 10/11/2013
Horário: 14h
Local: Bairro Francisco Coelho, praça Francisco Coelho (encontro dos rios) 

Veja a chamada da soltura com César Peres:

 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

5 de Junho - Dia do Mundial do Meio Ambiente

"Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro."

É com esse provérbio indígena que chamamos a atenção para o dia de hoje, 5 de junho, DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE.

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Breve histórico da Ong MEPA

Para quem quer conhecer a ONG MEPA e o nosso trabalho aconselho assistir ao vídeo a seguir, nele, apresentamos algumas das nossas mais importantes ações. Movimento Educacional de Preservação da Amazônia, fazendo sua parte por um planeta melhor.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Soltura de Quelônios no Pará - 2012

O ano de 2012 foi promissor para a ONG MEPA (Movimento Educacional de Preservação da Amazônia), com a ajuda da ALPA/VALE conseguimos devolver para a natureza um número significativo de filhotes de Tracajás e Tartarugas da Amazônia, ao todo, mais de 24 mil desses filhotes foram soltos nos dias 15 e 16 de Dezembro em duas praias da região: Praia do Macaco (Itupiranga) e Praia do Tucunaré (Marabá).

Ao longo de oito anos de atuação a ONG MEPA já devolveu mais de 70 mil filhotes de quelônios para a natureza, 39 mil apenas nos dois últimos anos, tempo de convênio com a ALPA/VALE. 

Como foi a soltura 2012

Para o encerramento do projeto 2012 cuja culminância é sempre a soltura de filhotes a ONG MEPA achou por bem dividir os pequenos animais nas duas praias de alcance do projeto. Atividades culturais, esportivas e de educação ambiental foram desenvolvidas nas duas praias, o clímax do evento se deu por volta das 16h quando a soltura aconteceu. Barcos foram colocados à disposição para que pessoas de várias idades e diferentes classes sociais pudessem acompanhar o evento, a imprensa local também se fez presente. 

Acompanhe um resumo do evento na matéria da TV FOX (Record):

domingo, 2 de dezembro de 2012

ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA AUXILIAM NA LIMPEZA DAS PRAIAS

 Atrelado ao projeto de preservação de quelônios, desde de 2003 a ONG MEPA desenvolve atividades de educação ambiental, entre eles, o projeto praia limpa, que é realizado em parceria com escolas públicas dos municípios de Itupiranga e Marabá.
SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE ITUPIRANGA (À ESQUERDA)
O processo de conscientização é dividido em três partes, são elas: Conscientização, Trabalho, e Lazer. No primeiro momento os estudantes assistem a palestras e depois auxiliam na limpeza das praias (durante a manhã), seguido por um intervalo para o almoço, e no período da tarde são realizadas atividades desportivas de lazer.
ALUNOS AUXLIANDO O TRANSPORTE DO LIXO 
O processo de conscientização visa transformar os jovem alunos em adultos preocupados com o bem estar sócio-ambiental de sua cidade, transformando-os em agentes de disseminação de educação ambiental.Em todas as praias do estado, um dos principais problemas existentes , é o excesso de lixo, problema este, diretamente ligado a falta descompromisso ambiental dos próprios praístas, que levam alimentos e demais objetos para a praia e ao final da tarde, não recolhem seus "entulhos", logo, o processo de conscientização é fundamental para um futuro de praias lindas e limpas no estado do Pará.                                         
     














O QUE É UM TRACAJÁ ????

Curiosidades da Vida Animal - Fauna Brasileira
Nesta seção, um pouco da vida selvagem e seus aspectos mais curiosos. Nenhuma espécie mostrada aqui deve ou pode ser criada como um animal de estimação.



TRACAJÁ
1. FICHA DO BICHO:
Nomes vulgares: Tracajá e tracaxá (Brasil); taricaya e charapa (Colômbia e Peru); arrau, tortuga, tortuga Del Orinoco e zamurita (Colômbia e Venezuela); yellow-spotted Amazon river turtle, Amazon river turtle e terecay (EUA).

Nome científico: Podocnemis unifilis Troschel, 1848.

Origem do Nome:Origina-se do termo "tarakaiá", da língua tupi-guarani, onde é utilizado como nome comum a várias espécies da Ordem dos quelônios, dentre as quais a P. unifilis.

Classe: Reptilia (Répteis)
Ordem: Chelonia (Quelônios)
Família: Pelomedusidae
Gênero: Podocnemis sp.
Espécie: Podocnemis unifilis. Existem outras espécies, que pouco diferenciam-se entre si, como a P. expansa (Tartaruga-da-Amazônia),P. lewyana, P. sextuberculata, P. vogli e P. erythrocephala.


2. COMO É O BICHO?


A tracajá, é um quelônio aquático dulcícola (vive em água doce) de coloração negro-azulada, mas que apresenta manchas amarelas, distribuídas por sua cabeça, sendo estas agrupadas na região anterior e mediana da mesma. Seu casco possui uma grande saliência dorsal. O dimorfismo sexual entre macho e fêmea fica quase que restrito, as manchas amarelas, que estão presentes nos machos adultos e ausentes nas fêmeas, que os perdem conforme se desenvolvem.


Uma característica utilizada para diferenciação de quelônios, relaciona-se à retração da cabeça, como por exemplo, esta espécie, que a retrai lateralmente no escudo (casco).
Casco Grande

Mede de 45 a 50 centímetros de comprimento, medida que se inicia da cabeça ao fim do casco, que mede 35 centímetros. Seu peso varia entre os sexos, pois as fêmeas são maiores, e pesam de 6,5 a 8,0 Kg. Já os machos, de 2,5 a 2,8 Kg. A expectativa de vida do tracajá varia de 50 a 90 anos.

As fêmeas depositam em um ninho cavado na areia, de 7 a 35 avos, número que irá depender muito do tamanho destas. Os ovos são ovais, brancos e com uma casca extremamente rígida. Ficaram armazenados para serem chocados pelo calor do sol, por um período de 60 a 70 dias, com média de 87 dias. Os filhotes já nascem com as manchas amarelas características, com o casco esbranquiçado e as patas, cauda e cabeça escuras.



3. O QUE O BICHO FAZ?
É um animal que raramente sai da água, comparado a outras espécies, e que apresenta maior atividade diurna, período no qual percorrem os rios, à procura de folhagens flutuantes e submersas, invertebrados, frutos caídos na água, e peixes, que são consumidos ocasionalmente. Possuem vida solitária e sedentária.



Embora seja pecilotérmico (temperatura variando conforme o ambiente), tolera longas flutuações de temperatura. Como outros quelônios aquáticos, este também aprecia, os banhos de sol, que são tomados em troncos, pedras e ocasionalmente ao longo das margens. É muito comum observar uma "fila" de tracajás se "banhando" nestas superfícies.

Fila para banho de sol

Não há estações definidas para cópula, pois variam com a localidade e eventuais alterações ambientais. A corte se inicia, com o macho "beliscando" os pés e cauda da fêmea. Em seguida, este, nada por cima dela, ondula sua cauda (mais longa que a da fêmea) em torno da borda de seu escudo, onde um órgão copulatório emerge da cloaca e se introduz na cloaca da companheira, eliminando o sêmen. Quando chega o momento da desova, a fêmea percorre grandes distâncias, até chegar em um banco de areia localizado, na margem de um rio ou de uma ilha.

Como já foi dito, o tracajá procura praias e margens arenosas para desovar, porém também pode ocorrer de optar pelo solo argiloso, bancos íngremes de rios e até mesmo áreas cobertas por folhas. O ninho possui aproximadamente 26 centímetros de profundidade. Os ovos e filhotes podem ser predados por répteis (teiús), formigas, pássaros e mamíferos, como o homem. Após a eclosão, os filhotes já logo procuram a água em busca de alimento. E é exatamente neste momento que ficam a mercê de alguns predadores acima citados. Portanto as chances de um filhote nascer e chegar a fase adulta, não passa de 10%.

4. ONDE O BICHO VIVE?

Podemos encontrar a tracajá em muitas bacias hidrográficas do Norte da América do Sul, como por exemplo, o Orinoco (Venezuela) e Amazonas. É originária deste continente, habitando as margens de rios, lagos, lagoas e florestas inundadas da Venezuela, Guianas e todo o Norte do Brasil.

5. CURIOSIDADES DO BICHO:

Ajudantes alados
Um fato curioso é a observação de borboletas, que pousam sobre seus olhos e narinas, com o intuito de sugarem as secreções produzidas nestas regiões, obtendo desta forma sais minerais necessários a sua sobrevivência, impedindo que este material se acumule, prejudicando o réptil.


Outra peculiaridade interessante, e que também pode ser vista em outros répteis, é a definição do sexo de acordo com a temperatura presente no interior do ninho, durante a incubação. Se esta for de 33°C, provavelmente teremos filhotes fêmeas, porém se esta for inferior a 32°C, teremos filhotes machos.

É uma espécie ameaçada de extinção, e que embora tenha seus predadores naturais (quando adulto), como por exemplo, a onça-pintada e o jacaré, possui também como inimigo mais destrutivo, o homem. Perante a portaria do IBAMA (www.ibama.org.br) nº 142, de 30 de Dezembro de 1992, o tracajá, pode ser criado em cativeiros credenciados pelo órgão, para exploração racional do couro, carne e casco e ainda ter regulamentada a comercialização dos produtos oriundos da espécie.

O tracajá está ameaçado pela exploração não controlada, realizada em grande parte, para obtenção da carne e de seus ovos, que são muito apreciados na culinária local.


Para ilustrar a realidade do tracajá, observe bem a figura acima, onde além de mostrar um adulto desovando em um banco de areia, percebe-se um cenário artificial como fundo da foto. A barragem representa energia e ao mesmo tempo, impacto seguido de desequilíbrio ambiental. Estas estruturas de geração energética constituem uma grande ameaça à biota do meio hídrico. Muitas transformações estão ocorrendo ao longo das bacias hidrográficas, como a modificação de relevo (assoreamentos, meandros alterados etc), devastação e retirada de matas ciliares e poluição das águas. Isto contribuiu para prejudicar a situação de muitas espécies que utilizam o rio, direta e indiretamente, como complemento para seu desenvolvimento.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

TARTARUGA DA AMAZÔNIA - PRIMEIROS PASSOS (ARRAU TURTLE - FIRST STEPS)


 
FILHOTE DE P.expansa COM PARTE DA CASCA ( MANEJADO PELA ONG MEPA)
A MAIOR DIFICULDADE DA TARTARUGA DA AMAZÔNIA APÓS SEU NASCIMENTO CERTAMENTE É CHEGAR AO COMPLEXO LIMNÉTICO (RIO, LEITO, LAGO) MAIS PRÓXIMO DE SEU NINHO, PARA QUE POSSA ENTÃO SEGUIR SEU CAMINHO FUGINDO DOS PREDADORES, ATÉ QUE ATINGA UM TAMANHO MAIOR E QUE LHE PROPORCIONE MAIOR PROTEÇÃO.

DE ACORDO COM ANOS DE OBSERVAÇÃO DA ONG MEPA, UM DOS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A PREDAÇÃO DOS FILHOTES, É A PERMANÊNCIA DE PARTE DA CASCA DOS OVOS PRESAS AO CORPO DOS  FILHOTES. ISSO OCORRE PELO FATO DOS ANIMAIS NÃO CONSEGUIREM SE LIVRAR DA “CASCA DO OVO”; VÁRIAS SÃO AS RAZÕES PARA QUE AS CASCAS FIQUEM PRESAS AOS QUELÔNIOS NEONATOS, ENTRE ELAS, PODEMOS DESTACAR: FRAGILIDADE DO FILHOTE, O QUE DIFICULTA A MAIOR FRAGMENTAÇÃO DO OVO; FÊMEAS COM DIETAS RICAS EM  CÁLCIO, FÓSFORO ENTRE OUTROS..(NORMALMENTE ADICIONADOS AOS RIOS POR AÇÃO ANTRÓPICA, COMO ESGOTOS, ÍNDUSTRIAS, ETC.) QUE TORNAM OS OVOS MAIS ESPESSOS E/OU “DUROS”, ENTRE OUTROS FATORES.

MAS QUAL A RELAÇÃO ENTRE A PERMANÊNCIA DA CASCA DOS OVOS E A MAIOR PREDAÇÃO DESTES FILHOTES???

A RESPOSTA NA VERDADE É MAIS SIMPLES DO QUE PARECE. OS OVOS TÊM UMA COLORAÇÃO BRANCA, OQUE FACILITA A REFLEXÃO LUMINOSA DO SOL, DA LUA, DA LUMINOSIDADE EM GERAL, COM ISSO SE TORNAM MAIS FACILMENTE EXPOSTOS AOS PREDADORES (QUE COMUMENTE TÊM HÁBITOS NORTUNOS, SEJAM ANIMAIS OU “CAÇADORES HUMANOS”), OUTRO FATOR, É QUE COM AS CASCAS PRESAS AO CORPO, OS ANIMAIS FICAM MAIS LENTOS.  

 
 FILHOTE DE P.expansa PARTE DA CASCA

ESSA É APENAS UMA DAS MUITAS DIFICULDADES QUE OS FILHOTES TÊM ATÉ CHEGAREM AOS RIOS. E É NESTE CONTEXTO QUE A ONG MEPA ATUA.

 O PROCESSO DE PRESERVAÇÃO DOS QUELÔNIOS É CONSTITUÍDO PELA FASE DE IDENTIFICAÇÃO E CATALOGAÇÃO DOS NINHOS; POSTERIORMENTE ESSES NINHOS (P. expansa) SÃO CERCADOS, PROTEGIDOS E MANTIDOS NA NATUREZA ATÉ QUE HAJA A ECLOSÃO DOS OVOS;
 
 
NINHO DA TARTARUGA DA AMAZÔNIA CERCADO E MANTIDO NA NATUREZA

APÓS ESTA FASE OS FILHOTES SÃO MANEJADOS PARA BERÇÁRIOS, FICANDO ASSIM LIVRES DE PREDADORES E COM UMA DIETA ALIMENTAR ESPECÍFICA, ATÉ QUE AMADUREÇAM AO PONTO DE SEREM LIBERTOS NA NATUREZA.

 
MODELO DO BERÇÁRIO ( QUE SERÁ COLOCADO NO RIO PARA ABRIGAR OS FILHOTES
 
 
ESSE PAPEL É FUNDAMENTAL PARA PRESERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DA ESPÉCIE NOS RIOS DA AMAZÔNIA.

 



terça-feira, 27 de novembro de 2012

TARTARUGAS ALBINAS - ALBINO TURTLES


                                        TARTARUGA ALBINA E TARTARUGA NORMAL NASCIDAS DO MESMO NINHO

A PARTIR DE UM NINHO DE Podocnemis expansa (TARTARUGA DA AMAZÔNIA), MANTIDOS NA NATUREZA PELA ONG MEPA NA PRAIA DO MACACO EM ITUPIRANGA-PA, NASCERAM DEZ TARTARUGAS ALBINAS, ERAM APROXIMADAMENTE 150 OVOS NO NINHO QUE FOI MANTIDO NA NATUREZA ATÉ QUE HOUVESSE A ECLOSÃO DOS MESMOS.
O ALBINISMO (DO TERMO EM LATIM ALBUS, "BRANCO"; TAMBÉM CHAMADO DE ACROMIA, ACROMASIA OU    ACROMATOSE) É UM DISTÚRBIO CONGÊNITO CARACTERIZADO PELA AUSÊNCIA COMPLETA OU PARCIAL DE PIGMENTO NA PELE, OLHOS, CARAPAÇAS, DEVIDO À AUSÊNCIA OU DEFEITO DE UMA ENZIMA ENVOLVIDA NA PRODUÇÃO DE MELANINA. O ALBINISMO RESULTA DE UMA HERANÇA DE ALELOS DE GENE RECESSIVO E É CONHECIDO POR AFETAR TODO O REINO ANIMAL. O TERMO MAIS COMUM USADO PARA UM ORGANISMO AFETADO POR ALBINISMO É "ALBINO".

OS ANIMAIS ALBINOS, VIA DE REGRA, NÃO SOBREVIVEM POR MUITO TEMPO EM SEU MEIO NATURAL EM VIRTUDE DE SUA DEBILIDADE ANTE OS RAIOS SOLARES E AINDA PORQUE SUA FALTA DE COLORAÇÃO OS DELATA FACILMENTE, QUER PARA SUAS PRESAS, QUER PARA SEUS PREDADORES.

                                                                 TARTARUGA ALBINA
DEVE-SE DIFERENCIAR, PORÉM, OS ANIMAIS ALBINOS DAQUELES QUE POSSUEM A COLORAÇÃO BRANCA (OU LEUCÍSTICOS). COMUMENTE SÃO VENDIDOS ANIMAIS COMO ALBINOS QUANDO NA REALIDADE TRATA-SE DE ANIMAIS DE PELAGEM BRANCA MAS QUE AINDA ASSIM POSSUEM MELANINA EM SEU ORGANISMO, COMO OCORRE  AOS URSOS DO ÁRTICO.


sábado, 24 de novembro de 2012

MATAMATÁ, NOSSO DINOSSAURO


 

MATAMATÁ JOVEM, ENCONTRADO PELO MEPA
 
MATA-MATA (OU MATAMATÁ) (Chelus Fimbriatus) É UMA ESPÉCIE DE CÁGADO DE ÁGUA DOCE PERTENCENTE À FAMÍLIA CHELIDAE. É A ÚNICA ESPÉCIE DO GÊNERO Chelus. ENCONTRADA PREDOMINANTEMENTE NAS ÁGUAS DOCES DA AMÉRICA DO SUL, É UM ANIMAL CARNÍVORO QUE SE ALIMENTA DE INVERTEBRADOS AQUÁTICOS E PEIXES.

A MATA-MATA TEM UMA APARÊNCIA BEM DIFERENTE DAS DEMAIS TARTARUGAS. TEM UMA CARAPAÇA MARROM (CASTANHA) OU PRETA E PODE MEDIR ATÉ 44.9 CM. A COURAÇA É REDUZIDA, ESTREITA, SEM ARTICULAÇÕES, ENCURTADA NA FRENTE E RETA ATRÁS.

A CABEÇA TAMBÉM É BASTANTE DISTINTA, TRIANGULAR, GRANDE, EXTREMAMENTE ACHATADA. TEM NUMEROSAS ABAS DE PELE. TEM DOIS BARBILHOS NO QUEIXO E DOIS ADICIONAIS BARBILHOS FILAMENTOSOS NA MANDÍBULA. O FOCINHO É LONGO E TUBIFORME. A MANDÍBULA SUPERIOR NÃO É NEM CURVA NEM CHANFRADA.

CABEÇA, PESCOÇO, RABO E MEMBROS SÃO MARRONS ACINZENTADOS NOS ADULTOS. O PESCOÇO É BASTANTE LONGO, MAIOR QUE A VÉRTEBRA DENTRO DA CARAPAÇA, E É FRANJADO COM PEQUENAS ABAS DE PELE AO LONGO DOS DOIS LADOS, ASSEMELHANDO-SE A UM GALHO DE ÁRVORE.



MACHO DE MATA-MATÁ ENCONTARADO PELA ONG MEPA

CADA PATA DIANTEIRA TEM CINCO GARRAS COM MEMBRANAS NADATÓRIAS. MACHOS TÊM COURAÇAS CÔNCAVAS E RABOS COMPRIDOS E LONGOS.

PREFERE ÁGUAS RASAS ONDE POSSA ALCANÇAR A SUPERFÍCIE PARA RESPIRAR. PODE SEGURAR A RESPIRAÇÃO POR MUITO TEMPO, FICANDO IMÓVEL NO FUNDO. PREFERE RASTEJAR NO FUNDO A NADAR E, SEMPRE QUE POSSÍVEL, EVITA EXPOR-SE À LUZ DO SOL. CASO PERCEBA UM PREDADOR À ESPREITA, ELA FICA SUBMERSA E IMÓVEL, COM SUAS ABAS ESQUISITAS AJUDANDO-A A SE CAMUFLAR NA VEGETAÇÃO CERCANTE, ATÉ QUE UM PEIXE CHEGUE PERTO. ENTÃO A MATA-MATA IMPULSIONA SUA CABEÇA PARA FORA E ABRE SUA ENORME BOCA O MÁXIMO QUE PUDER, CRIANDO UMA PRESSÃO QUE SUGA A PRESA PARA DENTRO DA BOCA. AO FECHAR A BOCA, A ÁGUA É EXPELIDA LENTAMENTE, E O PEIXE É ENGOLIDO INTEIRO. A PRESA PRECISA SER DO TAMANHO APROPRIADO PARA A TARTARUGA; MATA-MATAS NÃO CONSEGUEM MASTIGAR MUITO BEM DEVIDO À ANATOMIA DE SUA BOCA.

CASAL DE MATA-MATÁ ENCONTRADO NA BASE DO PROJETO PROMARGEM, NO RIO TOCANTINS.

OS MACHOS EXIBEM-SE PARA AS FÊMEAS ESTENDENDO SEUS MEMBROS, BAFORANDO A CABEÇA EM DIREÇÃO À FÊMEA COM A BOCA SEMIABERTA, E MOVENDO AS ABAS LATERAIS DA CABEÇA. A NINHADA OCORRE DE OUTUBRO ATÉ DEZEMBRO NA AMAZÔNIA SUPERIOR. DE 12 A 28 OVOS DE 35 MM DE DIÂMETRO, FRÁGEIS E ESFÉRICOS, SÃO DEPOSITADAS NUM NINHO. OS ANIMAIS RECÉM-NASCIDOS SÃO MAIS COLORIDOS QUE OS ADULTOS, COM TONS DE ROSA E VERMELHO NA CARA E NO CASCO.

REFERÊNCIAS: http://pt.wikipedia.org/wiki/mata-mata

DADOS ADICIONAIS

NOME POPULAR: MATAMATA, TARTARUGA FOLHA

NOME CIENTÍFICO: Chelus Fimbriatus

FAMÍLIA: CHELIDAE

ORIGEM: NORTE DA AMERICA DO SUL

TAMANHO: NORMALMENTE ALCANÇÃO 45 CM

MANUSEIO: NÃO SÃO AGRESSIVOS, MAS NÃO GOSTÃO DE SER MANUESEADOS

HABITOS: DIRUNOS, AQUÁTICOS

ILUMINAÇÃO: NÃO É NECESSÁRIO O USO DE ILUMUNAÇÃO UV, POIS RARAMENTE IRÃO SAIR DA ÁGUA

REPRODUÇÃO: FAZEM POSTURA DE OUTUBRO À DEZEMBRO

ALIMENTAÇÃO: SÃO BASICAMENTE CARNÍVORAS, COMENDO PEIXES E ANFÍBIOS AQUÁTICOS

TERRÁRIO: UM TERRÁRIO DE 180X70X60CM (COMPRIMENTO, LARGURA, ALTURA) É O SUFICIENTE PARA UM CASAL, DECORADO COM GALHOS E VARIAS PLANTAS, DE SUBSTRATO USE CASCALHO COM FOLHAS SECAS, PARA QUE ELAS POSSÃO SE CAMUFLAR

TEMPERATURA: 26º À 28º C

TÉCNICOS DA ALPA/VALE FAZEM VISITA AO PROJETO PROMARGEM


 




TRANSPORTE FLUVIAL ATRAVÉS DO RIO TOCANTINS, PARA VISITA AOS POLOS DO PROJETO

TÉCNICOS ESTIVERAM NAS DEPENDÊNCIAS DO PROJETO PROMARGEM PARA REALIZAR VISTORIA E CONSTATAR TRABALHOS QUE ESTÃO SENDO REALIZADOS.

DE ACORDO COM O TÉCNICO RESPONSÁVEL PELA VISITA FILIPPE GUERREIRO, O PROJETO TÊM SIDO VISTO COM BONS OLHOS PELA EMPRESA FINANCIADORA. O PROJETO TEVE INÍCIO EM 2003, E A PARTIR DO ANO DE 2011 TÊM COMO PRINCIPAL PARCEIRO FINANCIADOR A MINERADORA VALE ATRAVÉS DA ALPA (AÇOS LAMINADOS DO PARÁ), QUE TERÁ COMO SEDE A CIDADE DE MARABÁ/PARÁ.

O PROJETO DISPÕE ATUALMENTE DE DIVERSOS BARRACÕES, TRANSPORTES FLUVIAIS E UMA BASE FLUTUANTE, TODOS ADVINDOS DE TRABALHOS REALIZADOS PELA ONG E PARCEIROS.



         TÉCNCO FOTOGRAFANDO NINHOS DEIXADOS NA NATUREZA        
                        


TÉCNICO VISITA MONTAGEM DA BASE FLTUANTE

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CONSTRUÇÃO DA BASE FLUTUANTE


 
 Tendo como principal meta trabalhar a educação ambiental junto à comunidades ribeirinhas, a Base Flutuante, serve também para diversos outros fins, tais como passeios ecológicos (ECOTURISMO) de alunos da rede pública, além de servir como base de pesquisadores ligados a ALPA/VALE.

Montada sobre 39 tambores recicláveis, a Base Flutuante Terá:

·          ÁREA ANEXA PARA COLETA DE DEJETOS

·         ESCRITORIO PARA FISCAIS E PESQUISADORES
                                            
                                                     CONSTRUÇÃO DA BALSA

 

 
                                                PROJETO TÉCNICO DA BALSA EM 3D
 

BIÓLOGO REALIZA VISITA TÉCNICA E COLETA DE DADOS

             
 


O Biólogo Marcos Vinícius, esteve nas praias de atuação da ONG MEPA, para mensuração dos ovos, com o auxílio de paquímetros, pesagem de ovos com auxílio de balança digital de alta precisão e medição das profundidades dos ninhos, com o auxílio de Trenas métricas.

 Com base nos resultados obtidos, observou-se em relação ao cumprimento dos ovos em P. unifilis*, houve uma variação de 3.9 < 4.9 cm, estando todas as outras medidas, contidas nesse intervalo, o mesmo aconteceu com o diâmetro que variou de 2.55 < 3.6 cm. Enquanto que para P. expansa* a variação foi de 4 < 4.5 cm de comprimento e de 3.8 < 4.3 cm de diâmetro.



AFERIÇÃO DE MEDIDAS COM AUXÍLIO DE PAQUÍMETRO
 


Em relação a profundidade das covas notou-se uma certa diferença em relação aos ambientes em que foram encontradas. Vê-se que ninhos encontrados em ambientes arenosos apresentavam uma profundidade média (22,8 cm) maior do que em sequeiros (19,1cm) e barrancos (15,7cm). Uma mesma variação há se comparar-se o ambiente para tartarugas, em ambientes arenosos a profundidade média (90cm) tende a ser maior do que em sequeiros (65cm).


MEDIÇÃO DAS PROFUNDIDADES DOS NINHOS, COM AUXÍLIO DE TRENA MÉTRICA
 
*P. unifilis = Podocnemis unifilis = Tracajá
* P. expansa = Podocnemis expansa = Tartaruga

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

MEPA ENCONTRA NINHOS E AUXILIA EM PESQUISAS.


Primeiros ninhos de tartaruga (Podocnemis expansa) e tracajá (Podocnemis unifilis) foram encontrados e catalogados.
Pesquisadores e biólogos aferem temperatura média dos ninhos para âmbito de comparação térmica de ninhos deixados na natureza e ninhos manejados, para confirmar se as variações de temperatura são a principal razão para as discrepâncias da ordem de eclosão dos ninhos.
NINHO SENDO MANEJADO
 
De acordo com resultados preliminares, covas deixadas na natureza tem probabilidade de 95% de chance de eclosão, enquanto que ninhos manejados possuem estimativas de eclosão de 65%.
 

 
NINHOS DE Podocnemis unifilis PROTEGIDOS E MANTIDOS NO LOCAL DE POSTURA
 
                    
NINHOS DE Podocnemis expansa PROTEGIDOS E MANTIDOS NO LOCAL DE POSTURA

MEPA REALIZA MONITORAMENTO E 2º SEMINÁRIO DE PESCA ARTESANAL


         O boto é um mamífero da ordem Cetacea, comum na Amazônia e muitas vezes chamado de golfinho. Na classificação dos biólogos, não há nenhuma diferença, é só uma questão de nomenclatura regional. "O termo boto ganhou força no Brasil para nomear o pequeno cetáceo encontrado nos rios da Amazônia” (1). Os botos são um dos mamíferos dessa ordem que possuem representantes vivendo exclusivamente em ambientes de água doce.




         Durante uma semana, 24 a 28 Setenbro o MEPA auxiliou no monitoramento de quelônios e cetáceos amazônicos (Sotalia fluviatilis- boto-cinza) da praia do tucunaré à praia da rainha, em parceria com pesquisadores e biólogos. Ao fim da semana 28 foi dado início ao segundo seminário de pesca artesanal, realizado em parceria MEPA, Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e ALPA/VALE. O seminário teve como tema central: Cetáceos amazônicos (Botos)  e quelônios (Tartarugas e Tracajás). A noite 28 o grupo se reuniu para um jantar de confraternização em uma churascaria na orla do rio tocantins.
REFERÊNCIAS CONSULTADAS
 1.      http:\\www.abril.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Relatório Parcial de Ações

Acompanhe o relatório parcial das ações desenvolvidas pela ONG MEPA neste ano de 2012

 
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